JFRJ reduz consumo de energia e água no primeiro trimestre de 2017

hall de elevadores
A substituição dos elevadores por modelos mais econômicos contribuiu para reduzir o consumo de energia no prédio da Av. Rio Branco
gráfico proporção de consumo por grupo
gráfico série histórica de consumo

Nos três primeiros meses deste ano, a Justiça Federal do Rio de Janeiro reduziu em 6,9% o consumo de energia elétrica e em 22,9% o consumo de água em relação ao mesmo período do ano passado. Os bons resultados são decorrentes de uma série de ações e campanhas promovidas ao longo dos últimos anos no campo da responsabilidade ambiental.

O corte orçamentário de quase 40% em 2016 transformou a política gradativa de redução de gastos em emergencial. A JFRJ precisou intensificar as ações para diminuir principalmente o gasto com energia elétrica, considerando que esta é uma das despesas mais altas da instituição. Às medidas que já estavam em fase de implementação, como a modernização do sistema de ar condicionado e a troca de elevadores antigos por modelos mais econômicos, somaram-se outras ações e campanhas.

A JFRJ introduziu no cotidiano da instituição medidas e orientações para a racionalização e otimização do uso de energia elétrica, entre estas, maior aproveitamento da luz natural, redução do horário de uso do ar condicionado e diminuição do número de elevadores em operação. Também está substituindo as lâmpadas fluorescentes por LEDs em seus prédios. Além de fazer campanhas de esclarecimento e conscientização dirigida ao público interno.

Os resultados do ano passado foram além das expectativas. A redução do consumo de energia elétrica foi de 21,9%. Na capital, a economia foi de 22,2% e no interior, 20,7%. Esses números representaram uma redução de 14% no valor pago às concessionárias. A queda está se mantendo em 2017. Se permanecer a tendência de diminuição do consumo e dos valores pagos até o final do ano, a JFRJ projeta uma economia de cerca de um milhão de reais este ano apenas no gasto com energia elétrica.

A área de planejamento estratégico da JFRJ tem produzido estudos e feito projeções estatísticas sobre evolução e distribuição do consumo de água, papel e energia elétrica entre os diversos prédios da instituição, que estão contribuindo para a definição de prioridades de ações e intervenções. No caso da energia elétrica, verficou-se que o consumo varia de acordo com tamanho do imóvel, complexidade das instalações, quantidade de magistrados e servidores e circulação de jurisdicionados.

Em 2016, a capital foi responsável por 78% do consumo de energia da JFRJ. O interior respondeu por 22% do total.  Como maiores consumidores, os prédios da capital têm recebido uma atenção maior no esforço de redução de consumo. Mas as subseções não deixam de participar da mobilização institucional, tendo registrado redução contínua no consumo de energia nos últimos três anos.

Apesar de a queda no gasto com energia ser prioritário, a JFRJ tem mantido a política de diminuição no consumo de papel e água. Os bons resultados do primeiro trimestre de 2017 confirmam a tendência de queda no consumo verificada no ano passado. O consumo de papel teve uma queda de mais de 25% e o de água, 14% em 2016.